Alimentação com restrição ao glúten

Olá saudáveis, tudo bom? O post de hoje engloba um assunto muito importante e que muitas pessoas aderem mesmo sem saber o motivo, só pelo fato de estar na “moda”.

A alimentação com restrição ao glúten não é um assunto atual para aqueles que sofrem de Doença Celíaca (DC) e sensibilidade ao glúten – não celíaca.

Vocês que são mais antenados nas mídias sociais, percebem a quantidade de famosos optando por uma dieta sem glúten, com promessas de perda de peso imediato e até mesmo na prevenção de algumas doenças. Mas eu pergunto a vocês: quem consegue restringir totalmente o glúten ? quem consegue deixar de comer o seu pão (integral ou não) lá na padaria, ou aquele cereal, só pelo simples fato de dizerem que emagrece? Quase ninguém a não ser os portadores de DC. Vamos parar de crucificar o pobre do glúten e vamos entender melhor quem é ele e quem realmente não pode ingeri-lo.

O glúten é uma substância elástica, aderente e insolúvel em água, responsável por dar elasticidade em massas. Ele é constituído pela fração proteica de gliadina e glutenina, presentes em 85% na farinha de trigo, mas pode estar na cevada, centeio e aveia, nas formas de hordeína, secalina e avenina respectivamente.

As proteínas encontradas na farinha do trigo é utilizada na preparação  de massas industriais ou domésticas pelo fato de terem uma boa aceitação sensorial (sabor, aroma, cor e textura).

Onde está o glúten? – Produtos industrializados

  • Massas
  • Achocolatados e alguns chocolates
  • Cafés instantâneos
  • Sorvetes
  • Sopas e papas enlatadas
  • Embutidos cárneos
  • Maioneses
  • Molhos de tomate
  • Mostardas
  • Iogurtes
  • Algumas bebidas
  • Produtos de higiene e beleza
  • Medicamentos

E ainda pode estar presente em outros alimentos pela contaminação de utensílios, pratos, talheres, vasilhas, bandejas etc.

Quem deve tomar cuidado?

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Fonte: pixels

Os portadores da Doença Celíaca. A DC, se manifesta por meio do contado do glúten, com as células do intestino delgado, provocando uma inflamação e gerando uma resposta imune, que resulta no atrofiamento e achatamento das vilosidades intestinais, que são responsáveis pela absorção de nutrientes e produção de enzimas digestivas. Os sintomas em crianças são: diarreia crônica, dor de barriga, abdômen inchado, humor alterado, perda de apetite, vômitos, desnutrição, anemia e atraso no crescimento. Em adultos os sinais geralmente são: desnutrição, fezes volumosas e mal cheirosas (pelo fato da gordura não ser absorvida) e entre 10% a 20%, sofrem de alergias (coceiras e bolhas). Podem estar presentes também a anemia, complicações nos ossos, dermatite, transtornos endócrinos (diabetes tipo 1 ), e neurológicos (convulsões, enxaquecas, epilepsia, ataxia) e desordens psiquiátricas (depressão, demência, esquizofrenia e autismo).

A Doença Celíaca acontece em indivíduos geneticamente susceptíveis. 

O tratamento recomendado é inteiramente dietético, com uma alimentação totalmente sem glúten para o resto da vida. Essa dieta é importante, pois propicia o desaparecimento dos sintomas e melhora a qualidade de vida do paciente. É importante pontuar que o paciente deve ter atenção aos rótulos dos alimentos e ao modo de preparo.

Na minha concepção, o glúten não deve ser eliminado da dieta de pessoas sadias. Para quem busca emagrecer, existem outros meios e até mais fáceis, do que restringir essa proteína da alimentação.

Pensa comigo, a retirada do glúten na dieta está altamente associado a alimentos ricos em carboidratos como pães e massas ou seja, se esses tipos de alimentos forem evitados, consequentemente a perda de peso é o reflexo, deste modo a retirada do carboidrato é o que emagrece não a do glúten. Pensem nisso!

Referência

BENASSI. Orientações e receitas para uma alimentação com soja e livre de glúten. Embrapa. Brasília. 2013. Acesso em: jan. 2016. Disponível em: <http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/101014/1/Receitas-SemGluten.pdf&gt;

ARAUJO, Halina Mayer Chaves; ARAUJO, Wilma Maria Coelho; BOTELHO, Raquel Braz Assunção  and  ZANDONADI, Renata Puppin.Doença celíaca, hábitos e práticas alimentares e qualidade de vida. Rev. Nutr. [online]. 2010, vol.23, n.3, pp. 467-474. ISSN 1415-5273.  http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732010000300014.

Imagem capa: Google imagens

escrito por jessica

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2 comentários sobre “Alimentação com restrição ao glúten

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